quarta-feira, 18 de março de 2009

18/10/2008

Parabéns a você nesta data querida – 18/10/2008 – por me ter feito lembrar, ao longo deste mês, que, por mais incrível que nos possa parecer, sempre há coisas imutáveis. Que, afinal, por mais incrível que nos possa parecer, sempre há coisas que não se compram, ou se oferecem assim. Assim, de mão beijada. Assim, de mão beijada, a qualquer um, como quem não quer a coisa.
Porque é preciso querer a coisa.
Porque é preciso suor.
Porque é preciso persistência.
Porque é preciso acreditar.
Porque é preciso lutar.
São elas a amizade, a empatia, a simpatia, a confiança, o respeito, o sentimento e desejo mútuos. Não se vendem. Nem se compram. Nem sequer se oferecem. Ganham-se (Isso sim!). Conquistam-se (Isso sim!). Ganham-se, Conquistam-se diariamente. Dia após dia.
Connosco foi assim. Viemos do Nada. Aliás, dele principiámos. Do Nada. Do Zero. E para ele voltamos. Ainda bem que nos cruzámos (assim, sei que, consigo, jamais). Ainda bem que terminamos o que nos unia e desunia.
P. S. : Agradecer-lhe ainda pelo facto de me fazer notar que, apesar de maria-rapaz, como, aliás, me chamava, era diferente das Marias-Rapazes, das Marias e dos Rapazes que conhecia.
Também! Pudera! Também não seria de esperar o contrário. Porque, a avaliar pelas pessoas com as quais tive o prazer de me cruzar, não é de admirar que tenha tal pensamento e que se entregue a uma maior entrega. A uma maior entrega, mas, todavia, não a mais verdadeira, a mais honesta, a mais sincera.
Porque é preciso querer a coisa (e só eu é que a queria. Tu andavas ao sabor dos humores alheios. Andavas ao sabor dos Outros. Da “namorada”, dos amigos – principalmente, destes -, das ex-namoradas, do acaso. Onde ficou o Rui???!).
Porque é preciso suor e não te querias cansar muito. Era necessário sujares a camisola. Mas, eu? Eu sujar a camisola? Só por amor. Só se for por amor aos Outros. Ou, se assim o preferires, por sabor aos Outros. E, amor, sem ser aos Outros (aos amigos, às ex-namoradas, ao acaso), tu não tinhas para dar. Para retribuir. Para quê gastar gasolina? Para quê gastar dinheiro? Se fosse para ir até às Caldas da Rainha, ainda se percebia: era diferente. Cinco horas bastavam-te para te pores nas Caldas da Rainha. De tal era a ansiedade, de tal era o estado levitativo da tua alma, de tal era o enamoramento, de tal era a necessidade que sentias em ter o Outro perto de ti, de tal era a saudade desse mesmo Outro a prometer-te o que não tinha para dar. Por isso, não te interessava o meio de transporte usado (seja automóvel particular, seja táxi, seja comboio, seja o que for que acompanhe essa tua profunda excitação interior quando se fala no Outro), nem a quantia monetária dispendida, nem a forma de recepção do Outro, nem o pagamento de multas, nos entretantos, por excesso de velocidade (quando circulavas na tua própria viatura). Tal era a ansiedade, tal era o enamoramento, tal era a necessidade que sentias em ter o Outro junto de ti, tal era a saudade desse mesmo Outro a prometer-te o que não tinha para te dar que nem a preocupação com o trabalho te tirava horas à cama, nem mesmo o peso da família na tua vida. Porque, acima de tudo, o que interessava era ir. E foste. E ias. E vais. E irás sempre. E irás sempre Ontem, Hoje e Amanhã. E, sabes porquê? Não? Queres que te diga? Ok. Cá vai. Prepara-te.
Porque queres a coisa.
Porque te apetece suar (Dá-te um gozo enorme ver que só tu é que te esforças para atingires um dado objectivo definido).
Porque és bastante persistente (Todos o somos quando queremos).
Porque acreditas que ainda é possível qualquer coisa acontecer.
Porque lutas escusadamente. Escusadamente, mas lutas.
Na verdade, a Joana falava sempre mais alto. Aliás, como não podia assim ser? Como podia ser de outra maneira? De outra forma? A Joana não tinha (ou será que continua a não ter?) defeitos: são apenas tónicos para gostar ainda mais dela, dizias. Ou seja, para a apreciares, para a admirares ainda mais. Para te envolveres mais, mais e mais, e cada vez mais. Sempre mais. Sempre cada vez mais apaixonado por ela. Por ela, tudo se adiava. A família, o trabalho, o sono, tu próprio. Por ela, tudo ficava pendente. A família, o trabalho, o sono, tu próprio. Tudo. Tudo, menos a vontade de estar com a pessoa amada, a Joana. Porque essa – acho que é escusado voltar a frisá-lo – voltava a crescer, a cada dia, como o nascer do sol. A cada dia, ficava mais e mais intensa do que tinha sido inicialmente.
Talvez, por isso, por não te teres valorizado (como qualquer pessoa digna de si o devia fazer), te viste forçado a demonstrar a tua superioridade. Demonstrares que, em algum ponto, eras melhor aos outros. E, que fizeste? O que todos – como tu – fazem. Usam a superioridade meramente machista e física para minimizarem os Outros. Foi isso que aconteceu no dia 23 de Dezembro de 2008. Sim, não me enganei. Foi mesmo na véspera de Natal. Foi a minha prenda adiada. Parabéns, querido Pai Natal, esmeraste-te nesse ano! Estou-te eternamente grata!
Obrigada, não ao barbudo, mas a ti – por esses tratos em plena via pública, diante do teu próprio local de emprego. Não temeste ser reconhecido? Não temeste que a Raquel fosse apresentar queixa contra ti na esquadra mais próxima? Não. Foi esse um dos teus grandes males. A falta de consciência. Sempre te faltou a consciência. Agradece aos Outros o que hoje és. A eles, o deves. Serviram – os ditos tratos – (e servem!) de lição. De lição para a vida. Lição da qual retiro que, consigo, nunca mais. Jamais. Porque, antes de mais, antes de pensar em alguém, gosto demasiado de mim própria para os aceitar conformadamente. Para os desculpar, ainda muito menos. Sabes? As desculpas não se pedem: evitam-se. E eu, antes de mais, antes de pensar em alguém, gosto demasiado de mim própria.
Porque é preciso persistência na construção de uma relação: o saber como está o Outro, a preocupação, a ansiedade em reencontrá-lo, em vê-lo, em cheirá-lo, em beijá-lo, em mimá-lo, em amá-lo, no fundo. E, uma relação (já que não sabes, com quase trinta anos de idade, eu explico-te) só aos dois, aos conjugues, namorados, casais, (como lhe queiras chamar, porque a designação não importa, desde que haja sinceridade emocional entre Um e o Outro) diz, unica e exclusivamente, respeito e não às amigas, aos amigos, às ex-namoradas, aos acasos. Em suma, ao diz-que-disse. Ao leva-e-traz. Não se espalha às amigas, aos amigos, às ex-namoradas, aos acasos, aos quatro ventos até, se assim o entenderes também, o que se fez, o que se faz, o que se deixou de fazer e o que se planeia vir a fazer seja com A, B ou C. Não se diz, não se revela, e ponto final.
E ponto final não, que ainda não acabei. A Raquel tinha de te perguntar: Queres sair? Podes sair? Quando? Queres almoçar? Podes almoçar? Quando? Queres lanchar? Podes lanchar? Quando?
Com a Raquel, já tinhas horários a cumprir.
Com a Raquel, já tinhas uma família a quem dar explicações.
A Raquel já não sabia respeitar que trabalhavas. Mas, o que é que será que chamas a alguém que te diz, no próprio dia, cinco horas antes, Anda!? Será respeito? Ah, não!! Que cabeça a minha! Onde é que estava com a cabeça!! Claro! Esqueci-me: é amor!!
E, porquê?
Porque, como te disse, desde o início, para se ser dois, é preciso ambos quererem e eu não quero. Estou muito melhor assim. A léguas de distância.
Porque, para se ser dois, é preciso suor, durante a conquista diária, e, a mim, já nada me dizes. Logo, não és alvo de nada da minha parte. Muito menos de conquista!
Porque, para se ser dois, é preciso lutar e acreditar-se, primeiro, cada um em si, e, depois, só mais tarde, no Outro, e, eu acredito veemente no que sinto. E, por ti, já nada sinto.
Tu que apagavas as minhas fotos, as minhas sms, os meus comentários, os meus ficheiros de música, a cada dia menos bom. (Tem graça que as minhas fotos, as minhas sms, os meus comentários, os meus ficheiros de música tu sabias apagar, a cada mau dia. Já, os que correspondiam à amada Joana, Não! Nem pensar, Raquel! Aquilo constitui uma prova de como lá estive, nas Caldas da Rainha, em casa dos pais dela, sem eles saberem! Já ouviste falar em suporte digital? Em dvd´s? Em cd´s? Em pen´s? Em correio electrónico? Quando não se quer, é mesmo lixado, não é?).
Tu que tinhas complexos. Complexos físicos (se é que me faço entender). Da falta de mão direita. Do andar mais desajeitado. Do gaguejar.
Tu que tinhas ciúmes constantes. Sim, ciúmes. Ciúmes, porque a Raquel anda na faculdade. Ciúmes, porque a Raquel vai passear a cadela. Ciúmes, porque a Raquel tem telemóvel. Ciúmes, porque a Raquel até é interessante. Ciúmes, porque a Raquel é mulher. Ou seja, ciúmes por tudo e por nada. Ou seja, qualquer coisa (sem pés nem cabeça) os justificava, aos ciúmes.
Tu que recebias sms das ex-namoradas a dizer: Amo-te ou Volta a cada dez minutos.
Tu que recebias chamadas de amigas a garantirem que te tinham levado para a cama. E que deram uma, duas, três, as que fossem, ...
Tu que vasculhavas a minha vida, o meu hi5, os meus comentários, o meu diário, até o meu telemóvel (se eu o permitisse).
Mas, eu, na altura, até permitia. Até aceitava. Quem não deve, não teme. E, por outro lado, aceitava-te tal e qual como eras. Aceitava-te tal como eras, porque gostava de ti. E, quando se gosta, gosta-se sem explicação. Gosta-se, porque se gosta. E nada mais. Mas, não sei o que me deu para, um dia, vir a começar a gostar de ti. Até aí, não percebia que havia coisas que eram, de facto, pessoais: o telemóvel, o diário, a intimidade, a vida de cada um, o hi5. Até aí. Até ao ao dia em que te transformaste. Ou melhor, até ao dia em que te revelaste. O senso comum diria: No dia em que o príncipe virou sapo.
No entanto, não mais me preocupo, porque já acabou. Final e felizmente! Agora sim. Agora percebo que nada tínhamos, nunca tivemos, nada em comum. Somos tão diferentes!!
Tu, o aparente adulto.
Eu, a aparente adolescente.
Tu, o desajeitado.
Eu, a perfeccionista.
Tu, o violento.
Eu, a sossegada.
Tu, o monstro.
Eu, a bela.
Porém, um muitíssimo obrigada!
Obrigada pelos já referidos tratos!
Obrigada pelos modos!
Obrigada pelos malmequeres murchos oferecidos à pressão!
Obrigada pelas promessas por cumprir!
Obrigada pelas traições!
Obrigada pela condução perigosa!
Obrigada pela negação!
Obrigada pela lição!
Obrigada pelo alerta!
De que, de facto, por mais incrível que nos possa parecer, sempre há coisas imutáveis. Que, afinal, por mais incrível que nos possa parecer, sempre há coisas que não se compram, ou se oferecem assim. Assim, de mão beijada. Assim, de mão beijada, a qualquer um, como quem não quer a coisa.
São elas a amizade, a empatia, a simpatia, a confiança, o respeito, o sentimento e desejo mútuos. Não se vendem. Nem se compram. Nem sequer se oferecem. Ganham-se (Isso sim!). Conquistam-se (Isso sim!). Ganham-se, Conquistam-se diariamente. Dia após dia.
E, como tal, cada um faz as suas escolhas. Eu, já fiz as minhas e tu não fazes parte delas. Já a pensar nisto é que alguém, um dia, criou o dicionário e lhe adicionou o termo de "ex-namorado." Realmente, faz todo o sentido.
Adeus.
Morre longe.
(E devagar).

sexta-feira, 13 de março de 2009

Se eu fosse

Se eu fosse um objecto,
seria a almofada.
Se eu fosse uma cor,
seria o azul turquesa.
Se eu fosse um filme,
seria La vita è bella, do italiano Roberto Benigni.
Se eu fosse um livro,
seria O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry.
Se eu fosse uma flor, seria o malmequer.
Se eu fosse um animal,
seria o gato.
Se eu fosse uma compositora,
seria a Mafalda Veiga.
Se eu fosse um compositor,
seria o Jorge Palma.
Se eu fosse um grupo musical,
seria o Flor-de-Lis.
Se eu fosse uma melodia,
seria a Viva la Vida, dos emblemáticos Coldplay.
Se eu fosse uma paisagem,
seria a praia.
Se eu fosse um programa de televisão,
seria o Conta-me Como Foi.
Se eu fosse uma cidade,
seria a de Veneza.
Se eu fosse um número,
seria o sete.
Se eu fosse um signo,
seria o Virgem.
Se eu fosse um mês,
seria o de Setembro.
Se eu fosse um dia,
seria o nove.
Se eu fosse um ano,
seria o de mil novecentos e oitenta e nove.
Se eu fosse um escritor,
seria Saramago.
Se eu fosse um poeta,
seria o Fernando Pessoa.
Se eu fosse uma autora,
seria Sophia de Mello Breyner Andersen.
Se eu fosse uma refeição,
seria as pataniscas de bacalhau, acompanhadas por um belo arroz de feijão vermelho.
Se eu fosse um doce,
seria o chocolate branco.
Se eu fosse uma sobremesa,
seria salada de fruta sem álcool e com casca.
Se eu fosse uma peça de fruta,
seria a cereja.
Se eu fosse uma peça de roupa,
seria o fato de treino.
Se eu fosse calçado,
seria as sabrinas.
Se eu fosse um acessório de moda,
seria o colar.
Se eu fosse um carro,
seria o Mini.
Se eu fosse um instrumento musical,
seria a gaita de beiços.
Se eu fosse uma rua,
seria a dos Prazeres.
Se eu fosse um momento do dia,
seria a noite.
Se eu fosse uma atitude,
seria a frontalidade.
Se eu fosse um valor,
seria o respeito.
Se eu fosse um sentimento,
seria a saudade.
Se eu fosse um verbo,
seria o escrever.
Se eu fosse uma palavra,
seria a saudade.
Se eu fosse uma frase,
seria Fazes-me Falta!
Se eu fosse um ditado popular,
seria Só dependemos de nós próprios.
Se eu fosse uma revista,
seria a Visão.
Se eu fosse um jornal,
seria O Público.
Se eu fosse um blogue,
seria a Escrita Afiada.
Se eu fosse uma profissão,
seria a de professora do primeiro ciclo do Ensino Básico.
Se eu fosse uma professora do primeiro ciclo do Ensino Básico,
seria a Maria Fernanda.
Se eu fosse uma parte do corpo humano,
seria os olhos.
Se eu fosse uma disciplina curricular,
seria a Língua Portuguesa.
Se eu fosse um sinal de pontuação,
seria a vírgula.
Se eu fosse um canino,
seria a Cookie.
Se eu fosse um rapaz,
seria o Pedro.
Se eu fosse um amigo,
seria o Nuno.
Se eu fosse um namorado,
seria o Tito.
Se eu fosse um nome,
seria a Ana.
E, é aliás, como Ana, que me despeço.
Até à próxima loucura desta minha Escrita Afiada!!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Odeio.te.

Odeio-te.
Odeio-te a cada dia que passa. A cada dia que passa, aumenta o meu ódio por ti. A cada dia que passa, torna-se mais visível: ganha rosto, peso e relevo. Aliás, por ti, já nada sinto (o pouquíssimo que restava, felizmente, evadiu-se, ou seja, hoje, odeio-te, amanhã, odiar-te-ei mais, e assim sucessivamente. E assim sucessivamente, sempre num profundo crescendo.), ou melhor, sinto. Sinto ódio. Um profundo profundíssimo íssimo ódio. Sim. Ódio. Ódio, ódio e mais ódio.
Ódio.
Sim, ódio.
Odeio-te por tudo.
Pela diferença.
Pelo cinismo.
Pela cobardia.
Pelo exibicionismo.
Pela arrogância.
Pelo egoísmo.
Pela falsidade.
Pelo racismo.
Pela discriminação.
Pelo preconceito.
Pela invasão de privacidade.
Pelo discurso "vitimizatório", do "coitadinho".
Pela ditadura.
Pelo bem-estar com o mal alheio.
Pela censura.
Pelo chamar à atenção, como se o mundo girasse à tua volta. À volta desse teu umbigo. Tão enganado!
Odeio-te!
Para ti, sempre fui a incerteza.
Os outros, a certeza.
Para ti, sempre fui a indisciplina, a desobediência, a resposta pronta.
Os outros, a disciplina, a obediência, a resposta pensada.
Para ti, sempre fui o erro, a falha.
Os outros, a correctude, a exactidão.
Para ti, sempre fui o mal.
Os outros, o bem.
Para ti, sempre fui o pólo negativo.
Os outros, o pólo positivo.
Para ti, sempre fui o negro.
Os outros, um lindo arco-íris.
Para ti, sempre fui o nada.
Os outros, o tudo.
Para ti, sempre fui a tristeza.
Os outros, a alegria de viver.
Para ti, sempre fui a morte.
Os outros, a vida.
Para ti, sempre fui o avesso.
Os outros, o direito.
A vida trocou-te as voltas, daí a tua frustação (e o teu consequente desejo que o mesmo em mim se repita), mas creio que terás azar: já pouco falta para te provar (embora não tenha que te evidenciar nada. Rigorosamente nada. A vida, por si só, tratará de te dar umas boas chapadas) que as inúmeras Raquéis, por aí existentes, convertidas em incertezas, em indisciplina, em desobediência, em grandes nadas, em erros, em verdadeiros falhanços, em avessos, em perigos, em tristezas, em mortes, também têm o seu valor. Também são pessoas. Sim, Pessoas. Aliás, são essas mesmas Pessoas que tu desprezas, que mais vingarão adiante, porque a Vida fez o favor de as moldar desde muito cedo.
Sabes que mais?
Odeio-te.
Adeus.
Morre longe.
Longe?
Não.
Bem longe. Muiiiiiiito longe.
E devagar.
Bem devagarinho.
Será excesso de palavreado ausente de eufemismos?
Não.
Puro ódio.

La vita è bella

A vida é um carrocel de descobertas:
apreende-o!
A vida é uma eterna aprendizagem:
escuta-a!
A vida é um jogo:
joga-o sem desistir (é que desistir é batota)!
A vida é um hino:
canta-o!
A vida é um dever:
cumpre-o!
A vida é um desafio:
enfrenta-o!
A vida é um sonho:
realiza-o!
A vida é uma tragédia:
domina-a!
A vida é um mistério:
desvela-o!
A vida é uma aventura:
afronta-a!
A vida é felicidade:
merece-a!
A vida é riqueza:
conserva-a!
A vida é beatificação:
saboreia-a!
A vida é uma missão:
supera-a!
A vida é uma dádiva:
preserva-a!
A vida é ouro:
cuida-o!
A vida é uma viagem:
arrisca-te nela!
A vida é um labirinto:
desnuda-o, sem te perder!
A vida é uma oportunidade:
aproveita-a!
A vida é uma segunda mãe:
acolhe-a!
A vida é a vida:
vive-a!
defende-a!
defende-a com um unhas e dentes!!